Sábado, 27 de Agosto de 2005

- Olivença pelos ares


 Olivença
pelos ares






Durante o dia 27 de Agosto, o Forum Olivença levou a efeito, ao longo do
litoral português, uma campanha de publicidade aérea intitulada "Olivença

pelos Ares".



Os meios aéreos empenhados na acção transportaram uma faixa contendo a
expressão "OLIVENÇA É PORTUGAL", acompanhada do endereço da página da
internet da organização: OLIVENCA.ONLINE.PT



Com a iniciativa, pretendeu-se chamar a atenção dos portugueses para a
ilegal ocupação de uma parte do território português por parte da Espanha e

alertar a consciência dos nossos cidadãos para ajudarem a classe dirigente

portuguesa a ter a firme determinação em colocar a Questão de Olivença na

Agenda Diplomática Portuguesa.



Pela extensa adesão popular, o Forum Olivença considera que a acção teve um

sucesso muito superior ao que seria expectável, prova do patriotismo do
Povo Português.

A Coordenação




Forum
Olivença




27/08/2005





_________________________________________________________





www.forum-olivenca.web.pt


 

Jornal de Olivença editou às 19:58

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Sábado, 20 de Agosto de 2005

- Olivença, Frei Henrique de Coimbra e a Primeira Missa no Brasil


Olivença, Frei Henrique de
Coimbra e a Primeira Missa no Brasil




«Ao domingo de Pascoela pela manhã,
(26 de Abril de 1500), determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele
ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem
com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro
levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer
missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com
aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a
qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e
devoção. Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de
Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho. Acabada a
missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados
por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história
evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra,
referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito,
e fez muita devoção. (...) Acabada a pregação encaminhou-se o Capitão, com
todos nós, para os batéis, com nossa bandeira alta.» (Carta de Pero Vaz de
Caminha)



Olivença e o Bispado de Ceuta



Quando Olivença passou a integrar o território nacional, pelo Tratado de
Alcanizes de 1297, manteve-se dependente do Bispado de Badajoz, o mesmo
sucedendo com Ouguela e Campo Maior, que pelo mesmo acto internacional
entraram no espaço de soberania nacional(1). Idêntica situação viveram as
terras de Riba Côa, permanecendo dependentes de Ciudad Rodrigo em matéria
episcopal. Esta falta de coincidência entre as fronteiras políticas de
Portugal e os limites dos seus bispados e arcebispados tinha outros
paralelos mais remotos, não resultando em exclusivo dos acertos territoriais
acordados entre D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela. Nos fins
do século XIV, com o Cisma do Ocidente e o agudizar do conflito
político-militar travado entre Portugal e Castela, desenvolve-se um fenómeno
de nacionalização da igreja portuguesa, passando os nossos territórios
religiosamente dependentes das dioceses de Tuy, Ciudad Rodrigo e Badajoz a
eleger os seus próprios administradores eclesiásticos. O processo culminou
com a união das terras de Riba-Côa ao Bispado de Lamego em 1403 e com a
transferência de Olivença, Ouguela e Campo Maior para o Bispado de Ceuta em
1444. Em 1475 Olivença foi desanexada do Bispado de Ceuta, ficando unida ao
Arcebispado de Braga. Só no reinado do Rei D. Manuel, Olivença foi
reintegrada no Bispado de Ceuta, em resultado de um acordo celebrado em 1512
entre o Bispo desta cidade, Frei Henrique de Coimbra e o Arcebispo de Braga
D. Diogo de Sousa. O território de Valença, que em 1444 havia sido
incorporado no Bispado de Ceuta, transitou pelo mesmo acordo para a mitra
bracarense. A partir de Frei Henrique de Coimbra os bispos de Ceuta passaram
a residir em Olivença. Entre 1513 e 1570 exerceram o seu episcopado nesta
vila os bispos D. Frei Henrique de Coimbra, D. Diogo da Silva, D. Diogo
Ortiz de Vilhegas e D. Jaime de Lencastre. Nesta última data Olivença foi
incorporada na diocese de Elvas, então criada, o mesmo sucedendo com Ouguela
e Campo Maior. Pela mesma altura a Diocese de Ceuta foi suprimida, sendo
reunida ao Bispado de Tânger.



Frei Henrique de Coimbra e a Primeira Missa no Brasil



O primeiro bispo de Ceuta residente em Olivença, apesar de natural de
Coimbra, estava ligado àquela vila alentejana por laços familiares.(2) Antes
de assumir a mitra oliventina fora confessor de D. João II, tendo exercido
magistério confessional no Mosteiro de Jesus de Setúbal.(3) Na viagem de
Pedro Álvares Cabral que em 1500 rumava até à Índia, Frei Henrique de
Coimbra dirigia um grupo de religiosos destinados às missões do oriente.
Frei Henrique de Coimbra destacava-se assim como pioneiro entre os
missionários portugueses em terras Indianas. Antes disso, na passagem da
frota cabralina por terras de Vera Cruz, este franciscano presidiu à
celebração da primeira missa rezada nesta região da América do Sul.
Estava-se a 26 de Abril de 1500(4). Em Calecute, dos oito franciscanos que
compunham a expedição cinco foram mortos em razão do recontro entre os
portugueses e os muçulmanos, na sequência da traição do Samorim. Nesse
incidente foi assassinado o célebre autor da Carta do achamento do Brasil,
Pero Vaz de Caminha. Frei Henrique salvou-se a muito custo, regressando a
Portugal cumulado de glória pelos muitos elogios que sobre os seus feitos
teceu Pedro Álvares Cabral ao Rei Venturoso.(5) O Rei D. Manuel acabou por
escolher Frei Henrique para Bispo de Ceuta, o que foi confirmado pelo Papa
Júlio II em 30 de Janeiro de 1505.(6) Ao tomar posse de Olivença, no
seguimento do acordado com o Arcebispo de Braga em 1512, Frei Henrique de
Coimbra decidiu-se a construir os Paços Episcopais, o Tribunal e o
Aljube(7). Pela mesma época se começou a construir a Igreja de Santa Maria
Madalena de Olivença, «um dos espécimes mais nobres e mais puros do estilo
manuelino»(8), segundo Reinaldo dos Santos; edifício que serviu de Sé
Catedral do Bispado de Ceuta durante quase meia centúria, obra para a qual
terá sido decisiva a acção do seu primeiro bispo. Como preito de homenagem
da catedral ao seu bispo, a Igreja da Madalena, como vulgarmente é chamada
em Olivença, guarda no seu regaço os restos mortais do seu notável prelado,
a quem a monumentalidade da vila tanto deve(9).

Tão intimamente ligada à história de Ceuta, Olivença tal como a primeira
cidade portuguesa de Marrocos vieram a cair nas mãos dos vizinhos espanhóis.
Ambas aguardam hoje a sua Libertação. Marrocos continua a reclamar a entrega
de Ceuta e Melilla esperando apenas tempo mais azado para o conseguir.
Portugal também não esqueceu que Olivença é de direito uma terra portuguesa.
E a História ainda não findou para Olivença. A menos que tenha terminado
para Portugal!?...



(1) Cf. Matos Sequeira e Rocha Júnior, Olivença, Lisboa, Portugalia Editora,
1924, p. 105.

(2) O seu nome seria Frei Henrique de Vasconcelos. Teve alguns familiares em
Olivença, incluindo seu irmão Manuel de Vasconcelos. Vide Amadeu Rodrigues
Pires, «Frei Henrique de Coimbra», in Boletim do Grupo Amigos de Olivença,
Nº 3/4, Lisboa, 1957, p. 6.

(3) Matos Sequeira e Rocha Júnior, ob. cit., p. 107.

(4) A cruz de ferro forjado possivelmente usada na cerimónia está hoje no
Museu da Sé de Braga.

(5) Amadeu Rodrigues Pires, ob. cit. p. 6.

(6) Matos Sequeira e Rocha Júnior, ob. cit., p. 107.

(7) Ibidem.

(8) Reinaldo dos Santos, O Manuelino, Lisboa, Academia Nacional de Belas
Artes, 1952, p. 28.

(9) - Frei Henrique de Coimbra morreu repentinamente em 1532. Esteve
sepultado na Capela-Mor da Igreja da Madalena, talvez em campa rasa, até
1720. Nesta data terá sido transferido para a Capela do Senhor Jesus,
situada na cabeceira da igreja, do lado do evangelho, num sarcófago que tem
a inscrição: «AQVI JAZ HO BISPO DE CEITA DOM ANRIQUE FALECEO A 24 DE
SETEMBRO DE 1532 ANS». Era Mestre em Teologia.

Foi desembargador da Casa da Suplicação, em Lisboa. E por pouco tempo Bispo
desta cidade nos últimos anos da sua vida. Vide Fortunato de Almeida,
História da Igreja em Portugal, Vol. II, Porto, l968, PÁG. 688.


Mário Rodrigues

Amigos de Olivença

Jornal de Olivença editou às 14:57

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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2005

- Portugueses à conquista de Olivença




 Portugueses
à conquista de Olivença



Independentes querem ponto final na questão da soberania.

Concorrem mesmo "à margem da lei"




Graça Henriques



As eleições autárquicas deverão contar com uma candidatura, no mínimo, insólita. Um movimento cívico independente prepara-se para concorrer à câmara de... Olivença. E mesmo que a candidatura não seja reconhecida, os seus mentores garantem que a levarão até ao fim. Com campanha e tudo, nem que seja "à margem da lei".



O que começou por ser uma ideia de 32 independentes já conta com a adesão de vários organizações que apoiam a causa: Amigos de Olivença, Real Associação, Comissão para Olivença Portuguesa, Lusitânia União Social e Sociedade Histórica para a Independência de Portugal. E ainda falta formalizar mais dois: o Movimento Olivença Livre e Grupo Olivença Net. O primeiro encontro está agendado, em Lisboa, altura em que serão definidas estratégias e também o cabeça de lista àquela câmara.



Constantino Menino, um dos activistas deste movimento sui generis, disse ao DN que já contactou os partidos com assento parlamentar. Mas as respostas obtidas não foram satisfatórias. "Disseram-nos que não é uma questão prioritária. Não estão interessados em candidatar-se, nem em apoiar uma candidatura". Este mentor da polémica iniciativa garante que não há aqui qualquer exaltação nacionalista nem ódio aos espanhóis. E sublinha que estão envolvidas pessoas de todos os quadrantes políticos. "Queremos que os políticos reconheçam publicamente o assunto como um problema a ser resolvido. Não basta dizer que Olivença é território português, é preciso assumi-lo", refere, acrescentado que Espanha também não se assume verdadeiramente como país ocupante. No seu entender, "há um grande cinismo político" em relação a este assunto, que tem por base "interesses económicos". De facto, Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre esta praça do Alto Alentejo, mas também não alimenta a polémica.



Em 1801, sob ameaça dos exércitos franco-espanhóis, Portugal foi envolvido no Tratado de Badajoz que entregava Olivença a Espanha. Só que a praça voltaria à soberania portuguesa, fruto da violação da paz por parte de Espanha e de outros acordos internacionais..




Jornal de Olivença editou às 17:58

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Domingo, 14 de Agosto de 2005

- Olivença 1801-2005

Se vive perto da cidade
do Porto
ou aí se pode deslocar no próximo dia 28 de Agosto  e se a causa de
Olivença o cativa, não deixe de assistir ao seguinte discurso de

António Marques
.



Para saber mais visite o link :


 Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto






Serão da Bonjóia
 



na
 






Quinta-feira, 25



de Agosto,



às



21h00
horas




OLIVENÇA, 1801 -
2005



Ofensa à História, à
Cultura e ao Direito




Decorridos dois séculos sobre a ocupação por Espanha do
território de Além-Guadiana, situação não aceite nem reconhecida por Portugal, a
Questão de Olivença continua pertinente e mantém-se actual.

Suspenso de malabarismos político-diplomáticos, em que a má-consciência
espanhola e a cautela portuguesa se equilibram, aparentemente afastado das
prioridades político-diplomáticas e diminuído na agenda mediática, o litígio
permanece como esqueleto incómodo nos armários das chancelarias peninsulares.

Para encontrar uma solução para o litígio, que as circunstâncias europeias e
internacionais tornam hoje mais fácil e viável, ao calculismo político e ao
cinismo diplomático deve opor-se a consciência e diligência da cidadania.





Para apresentar a Questão de Olivença, estará connosco ao serão António Marques,
procurador-adjunto, Presidente da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença.

 


ENTRADA DA
LIVRE


 

Jornal de Olivença editou às 12:48

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Sábado, 13 de Agosto de 2005

- comentário vindo do Brasil


 comentário
vindo do Brasil





 



Dizer que Olivença é dos oliventinos é o
mesmo que dizer que o País Basco e dos bascos, a Galiza é dos galegos, a
Catalunha é dos catalães , Castella é dos castelhanos e, sendo assim, não
existe a Espanha, e se não existe a Espanha não pode existir o idioma
espanhol. Realmente não existe a Espanha nem o idioma espanhol; o que existe
é uma pretensa Espanha dominada e assim denominada por Castella que só não
conseguiu colocar na sua órbita o Portugal dos lusitanos. Mas não descansou
enquanto não pegou a pequena Olivença portuguesa que lhe vai dar tanta dor
de cabeça que pode ser a causa da desintegração daquilo que conhecemos pelo
nome de Espanha assim como aconteceu com a antiga União Soviética e o reino
de Tito e Malosovic.



Enviado por Bernardo Lopes
da Rocha em Agosto 13, 2005 12:21 AM


Jornal de Olivença editou às 13:54

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- Portugal face a Espanha


PORTUGAL FACE A ESPANHA
 

 

A História tem ironias curiosas. Os excessos dão origem a outros excessos.
Não se podia pôr em causa todo um conjunto de valores até 1974. O que a pouco ou nada nos levou, realmente. E seguiu-se um discurso moderno. O País passou a discutir-se. Tudo passou a ser equacionado.
Os fantasmas passados foram, mais do que postos de lado, transformados em modelos a seguir. Assim, do "fantasma" da ameaça espanhola, passou-se à aceitação de que a entrada dos nossos vizinhos ibéricos nos negócios estratégicos lusos é perfeitamente natural. Há quem defenda ser até desejável, e mesmo desinteressada. E, claro, tudo se faz no quadro natural da economia neo-liberal predominante na União Europeia.
Para se provar que se puseram de lado os velhos preconceitos anti-espanhóis, foge-se de dramatizações patrióticas, para não se ser acusado de provincianismo e de pôr a nu os tradicionais complexos hispanófobos... impróprios de cidadãos europeus do Século XXI!
Há quem se questione. Cito Nicolau Santos, no "Expresso" de 30 de Julho de 2005:" [O] que se vê é uma aposta firme dos espanhóis em cinco áreas, com objectivos bem definidos: telecomunicações, energia, água, banca e media." E Nicolau Santos acrescenta:"Perceberam ou é preciso explicar?" Na verdade, este tipo de apostas pode por em causa a soberania nacional.
Mas...que fique desde já bem claro que neste texto não há lugar para nenhum "anti-espanholismo" primário e redutor! A Espanha faz o que a deixam fazer, num quadro comunitário a que Portugal também aderiu. O problema é que não estão claras, em Portugal, orientações estratégicas diversificadas, o que poderia> limitar o investimento espanhol em Portugal a benefícios puramente económicos. O Estado Português não tem sabido ter um sentido estratégico, uma visão geral do País, não esquecendo as zonas desfavorecidas, que permita ao cidadão saber o que se pretende construir para o futuro, como, e para quem ( isto é, que sectores da sociedade se pretende principalmente beneficiar, para que se equacione a questão talvez mais importante da História da Pátria lusitana, que é a da excessivamente desigual distribuição da riqueza).
Assim, é difícil a cada um saber julgar correctamente o que os sucessivos governantes pretendem. Nenhum parece empenhar-se em tentar dar um sentido objectivo às medidas que toma... principalmente, nenhum parece querer-se dar ao trabalho de procurar honestamente definir um conjunto de orientações estratégicas...necessariamente depois de efectuarem alguns estudos fundamentais e de se consultar a sociedade por todos os meios possíveis e com a máxima seriedade...para que tal conjunto não resulte de uma decisão de uma pequena elite que apresente como gerais interesses que são apenas os do seu reduzido número!
Todas estas omissões conduzem o País a uma Crise Existencial. Ao ponto de se defender a dissolução do mesmo. Fala-se em se "aderir" à Espanha.
Parece esquecer-se que Portugal já aderiu a uma Comunidade precisamente, entre outras razões, porque se considerou que, sozinho, não teria grandes possibilidades de progresso. Na verdade, tal não resolveu miraculosamente uma grande parte dos problemas portugueses. Por que razão uma "adesão" à Espanha o faria?
A resposta que muitos dão é a de que "ficávamos logo a ganhar mais."! Que ingenuidade! De repente, cheios de boas intenções, os Espanhóis subiriam os rendimentos de cerca de dez milhões de portugueses, sem nada exigir em troca, e sem alterar os hábitos lusitanos.
Aliás, esta "miragem" espanhola é estranha. Isto porque Portugal, Espanha, e Grécia, são países com problemas comuns. Todos eles têm exportações com reduzidas doses de tecnologia. É verdade que a Espanha tem as contas públicas bastante saudáveis, mas tem problemas de estagnação de exportações, e o seu crescimento económico baseia-se muito no consumo interno e no sector imobiliário. Coisa que os países do Norte da Europa procuram evitar, apostando numa constante inovação e no reforço de componentes tecnológicas na sua produção, de modo a aumentar as mais-valias.
Portanto, não se negando, porque é evidente, que o nível de vida em Espanha é um pouco superior ao de Portugal, há que ter alguma cautela em relação ao modelo proposto, pois ele não é substancialmente diferente daquele que nós criticamos.
A Espanha tem os seus objectivos traçados, e só é desejável que não se veja abraços com nenhuma crise grave. É importante sublinhar isto, pois não faltam no nosso país sectores de opinião que gostariam de ver a Espanha mergulhada numa depressão. Na verdade, a Inveja é um sentimento muito comum em Portugal, especialmente em relação ao seu vizinho ibérico. Aqui, há que combater esta visão...que rejubila com o mal dos outros!
Não se pode é, em Portugal, continuar a aceitar como inocente ou neutro tudo o que vem de fora, principalmente de Espanha. Também não será nunca inocente ou neutra uma presença portuguesa num qualquer país ou mercado...o que não significa que não haja princípios, nem presenças culturais ou sentimentais. O que não se deve ser é subserviente. A Espanha não o é. Veja-se como nunca perde de vista o objectivo de recuperação de Gibraltar. E veja-se como Portugal mantém quase "clandestina" a sua reivindicação sobre Olivença, sobre a qual só fala esporadicamente ou se muito pressionado. O problema é que, como diz o provérbio, "quanto mais uma pessoa se agacha, mais se lhe vê o rabo" (fugindo ao vernáculo mais expressivo).
Olivença é também um símbolo. Da soberba e da amnésia espanholas...quando tal lhe convém. Porque Portugal é diferente, não deverá ter este tipo de atitudes...mas não deverá tolerar que outros a tenham em relação a ele. Porque se não, arrisca-se a por em causa o seu estatuto de Estado Soberano.
O que os últimos trinta anos demonstram é que não basta um país colocar-se num lugar onde exista ou circule riqueza para se tornar rico. É necessária organização. É preciso pensar em produzir riqueza, para ser tratado como igual pelos sócios junto dos quais quer ser aceite. Caso contrário, estará sempre em desvantagem, e será tratado como inferior, como um "criado"...prescindível...salvo para tarefas menos responsáveis e subalternas!
É necessário, talvez, fazer psicanálise. Mas o diagnóstico deverá rapidamente ser potenciado pela cura. E a cura (parece não restar outra alternativa) passa por arregaçar as mãos e atacar os problemas. Sem tibiezas ou "paninhos quentes"!
E indo ao fundo das questões...

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Jornal de Olivença editou às 10:54

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