Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Carta Aberta ao Senhor Primeiro Ministro

Carta Aberta ao Senhor Primeiro Ministro


O Governo Português tem o dever de lutar pela devolução a Portugal de Olivença e seu termo. Vila que está em poder de Espanha desde 1801 , ilegalmente, em violação do Direito Internacional, sendo parte integrante do Território Nacional Português, desde sempre.

José Sócrates, enquanto PM , Cavaco Silva enquanto PR e Jaime Gama, enquanto Presidente da AR têm o dever , constitucional, de tudo fazer para que Espanha devolva Olivença e seu termo, terra portuguesa desde sempre e sobretudo desde o Tratado de Alcanizes.

O Governo Português baixa-se ao Governo Espanhol. O Governo Português não tem a coragem necessária para exigir de Espanha a devolução de Olivença, que os espanhóis se comprometeram a devolver, desde 1817, e até antes desde 1812 , nas Cortes de Cadiz.

Esta situação é insustentável. A capitulação perante Espanha é vergonhosa para nós portugueses.

O Governo Português não só nada faz para que seja devolvida Olivença , como age de modo a impedir a visibilidade de qualquer manifestação que exija o cumprimento da lei internacional.

Aconteceu agora por altura da Cimeira Ibérica em Braga. O Governo mandou a PSP e a GNR impedir que o Grupo Amigos de Olivença mostrasse faixas e cartazes a exigir a devolução de Olivença. Inadmissível!

O Governo de Zapatero não se cansa de exigir do Reino Unido a devolução a Espanha de Gibraltar, perdido para os ingleses em 1714. Por isso decidi enviar ao Primeiro Ministro uma carta aberta que público de imediato.
 

Exmº Senhor Primeiro Ministro

Excelência

Na qualidade de cidadão português e com a legitimidade acrescida que me confere o facto de ter servido o meu País no Regimento de Cavalaria de Estremoz, com o lema "Dragões de Olivença", venho manifestar a minha perplexidade pelo comportamento do seu Governo ,na chamada "Questão de Olivença".
Acredito que V. Exª nem tenha bem a noção do que é ser militar e jurar bandeira, porque nunca cumpriu serviço militar, mas a reserva da Nação está nos que foram militares.
Espanta-me que o Governo Português não tenha a coragem necessária para exigir de Espanha a devolução de Olivença, território português na posse , ilegal, do Reino Espanhol, pelo menos desde 1815.
Alarma-me a falta de vontade, de força política, de arrojo, do seu Governo, necessários para enfrentar Espanha e obrigá-la a devolver a Vila de Olivença e seu termo, territórios portugueses, anexados a Espanha de forma ilegal, violenta, e que fazem parte integrante do nosso Portugal.
Por isso não posso deixar de censurar, como cidadão, como ex-militar, que o seu Governo tenha impedido os manifestantes do Grupo Amigos de Olivença de mostrar as faixas, os cartazes que portavam, aquando da última Cimeira Ibérica.

V. Exª mandou a PSP afastar os manifestantes para um raio de 5 km de distância.

V. Exª mandou a GNR afastar os manifestantes para um raio de 5 km do Mosteiro de Tibães. Impedindo a visibilidade público do protesto.

Creio que sabe perfeitamente que essa manifestação de fraqueza do seu Governo só beneficia Espanha, que se ri do medo do Governo Português, que em boa verdade nem quer ouvir falar de Olivença.

Saberá V. Exª que a História só honrou os corajosos, os que sabem quais são os grandes desígnios nacionais.

O que mais de preocupa, que me causa estupefacção , é que V. Exª não pode desconhecer que o seu "grande amigo" Zapatero não tem o mínimo receio de exigir do Reino Unido a devolução do rochedo de Gibraltar.

E que logo que eleito foi a Londres com Gibraltar na agenda.

Mas V. Exº não o faz em relação a Olivença.

Para mim, e digo-o com toda a frontalidade, seria bom que V. Exª tivesse 1/10 da coragem de Zapatero, na defesa dos interesses nacionais.

Mas parece que o seu Governo tem medo, receio, temor, reverencial em relação a Espanha.

No entanto, Senhor Primeiro Ministro, eu na qualidade de cidadão português exijo-lhe que pressione Espanha para devolver a Portugal Olivença e seu termo.

E assinalo-lhe que é seu dever fazê-lo, dever constitucional, e que se o não fizer que eu recorrerei ÀS INSTÂNCIAS INTERNACIONAIS PARA DENUNCIAR A CONDUTA DO GOVERNO PORTUGUÊS.

Desde a CE, passando pelos EUA, pela China, pelos PALOPS, tudo farei para denunciar a fraqueza inexplicável do Governo Português face a Espanha.

V. Exª é apenas mais um Primeiro Ministro, que um destes dias nem será lembrado, mas Portugal é perene viverá para sempre e está acima de todos nós.

Apresento a V. Exª os meus cumprimentos.
José Maria de Jesus Martins
 



 

Jornal de Olivença editou às 10:30

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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

SÓCRATES E OLIVENÇA

SÓCRATES E OLIVENÇA


Há jornalistas que nos fazem continuar a acreditar que a liberdade de opinião teima em resistir.

Assim sucedeu no final da XXIII Cimeira Ibérica de Braga, no dia 19 de Janeiro de 2008. Um jornalista da RTP teve a coragem de perguntar ao Primeiro Ministro José Sócrates o que pensava da presença, uma vez mais, de gente a questionar o problema de Olivença. Visivelmente surpreendido, o estadista português disse que tal presença se inseria no folclore habitual de tais eventos... esquecendo-se de referir que os "Amigos de Olivença" foram impedidos de exibir uma faixa ("Olivença é Terra Portuguesa"), salvo se a cinco (!!!) quilómetros de distância, sob ameaça de prisão. O Jornalista insistiu, referindo que talvez fosse tempo de abordar a questão em tais cimeiras. Sócrates repetiu-lhe que tal "situação" se verificava há quinze anos, e que, tal como sempre os vários primeiros-ministros o faziam, considerava tal um folclore. O profissional da Informação reformulou inteligentemente a pergunta, inquirido se, afinal, o problema de Olivença estivera ou não na agenda. O Primeiro-Ministro disse simplesmente que não.

Não chegou, pois, ao extremo de dizer que o problema não existia, o que constituiria algo grave, dada a existência de documentos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com menos de dois meses, em que é afirmado claramente que Portugal nada fará que ponha em causa os Direitos de Portugal sobre a Região de Olivença. Talvez Sócrates se tenha lembrado que as águas do Alqueva são quase exclusivamente portuguesas por causa de Portugal manter esta posição.
Compreende-se que, em nome do politicamente correcto, se evitem abrir feridas, de parte a parte, nestas cimeiras, embora seja muito discutível a sua real utilidade partindo destes pressupostos. Compreende-se que se façam concessões... e viu-se a rapidez com que o Governo Português prometeu mudar legislação para que os médicos espanhóis não vissem os seus carros multados em Portugal. Parece que nestas cimeiras há um estado que não deixa passar "nada em claro"(e faz muito bem !)e não adia problemas. Critérios, enfim!

É muito lamentável, todavia, a classificação de "folclore" para tais manifestações. Por um lado, faz recordar o episódio do barco português enviado a Timor com Ramalho Eanes como passageiro, que foi barrado por navios indonésios e classificado como "folclórico" por Jacarta. Sócrates, aqui, não foi feliz. Por outro lado, levanta algumas questões práticas: considerará Sócrates "folclóricas" as habituais contestações espanholas à presença britânica em Gibraltar? Ou insinuará que os "manifestantes por Olivença" deverão mostrar-se com trajes folclóricos oliventinos (alentejanos)? Talvez assim as autoridades não os impeçam de exibir uma faixa.

Devo a José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa respeito enquanto Primeiro-Ministro do meu País. Mas não sou obrigado a concordar com ele. E lamento que, falando em nome do País, produza tão infelizes adjectivações..

Estremoz, 19 de Janeiro de 2008
Carlos Eduardo da Cruz Luna
 

Jornal de Olivença editou às 22:58

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

XXIII Cimeira Luso-Espanhola


Grupo dos Amigos de Olivença


www.olivenca.org

Nota Informativa


XXIII Cimeira Luso-Espanhola

 

Uma Delegação do Grupo dos Amigos de Olivença estará presente em Braga, no local onde vai ter lugar a XXIII Cimeira Luso-Espanhola (Mosteiro de Tibães), em 18-01-2008, lembrando a situação litigiosa do território.
Ao encontrarem-se o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-ministro de Portugal, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença dirigiu a cada uma daquelas personalidades uma carta onde assinala, em síntese, o seguinte:
A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
O litígio à volta da soberania de Olivença, factor, pela sua natureza, de desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem sido a causa de muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral.
Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível e insustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita - com natural frontalidade e sem subterfúgios - na agenda diplomática luso-espanhola.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 70 anos de esforços pela retrocessão do território, lança o desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença apela ao Governo de Portugal para que leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal e aguarda do Governo de Espanha que reconheça a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas.


OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!
VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org
- olivenca@olivenca.org
Tlm. 96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77

Lx., 17-01-08.
SI/Grupo dos Amigos de Olivença
 

 

Jornal de Olivença editou às 18:02

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